Vamos montar um quebra cabeça?
Prestem atenção
O dia que Jesus nasceu
Agora o sufixo dos antibióticos
Não entenderam nada não é ?
Eu também não
Quando li aqueles papeis
Quase cem folhas a ler
Uma análise desconjunta
De informações desunidas
Como um amontoado gelado
Que nem consigo descrever
Prontuários, discussões, relatórios
Descrições de uma parte isolada
De um corpo carente
De um ser humano desamparado
Que nunca deve ter sentido o prazer
De se sentir olhado
E muito menos observado
Agora vem para as minhas mãos
O que fazer Meu Deus ?
E com grande ansiedade
Que assisto atônita a descrição
De uma variedade
De frases de pessoas que
Penso eu não devem ter um coração
É apenas um membro
Que agora doente
Que sofreu um processo de desintegração
Porque não teve a chance
Da mais antiga forma de cura
Da humanidade provar
Sem um elo com a medicina tradicional formar
Ta na hora de a esse povo ensinar
A renascer cada manhã
E ao ser humano olhar
Como um corpo a se cuidar
E não apenas um membro direito
Tentar de uma maneira totalmente fria
Achar que está fazendo o máximo
E pensar que está a curar!
A alguém que nem sabe que existo e que me importo com ela –
Os seres humanos com quem convivo sabem para quem é este desabafo!
A nossa paciente mais problemática
domingo, 22 de abril de 2012
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
OUTUBRO ROSA!
Como surgiu:
O movimento popular internacionalmente conhecido como Outubro Rosa é comemorado em todo o mundo. O nome remete à cor do laço rosa que simboliza, mundialmente, a luta contra o câncer de mama e estimula a participação da população, empresas e entidades. Este movimento começou nos Estados Unidos, onde vários Estados tinham ações isoladas referente ao câncer de mama e ou mamografia no mês de outubro, posteriormente com a aprovação do Congresso Americano o mês de Outubro se tornou o mês nacional (americano) de prevenção do câncer de mama.
A história do Outubro Rosa remonta à última década do século 20, quando o laço cor-de-rosa, foi lançado pela Fundação Susan G. Komen for the Cure e distribuído aos participantes da primeira Corrida pela Cura, realizada em Nova York, em 1990 e, desde então, promovida anualmente na cidade (www.komen.org).
Em 1997, entidades das cidades de Yuba e Lodi nos Estados Unidos, começaram efetivamente a comemorar e fomentar ações voltadas a prevenção do câncer de mama, denominando como Outubro Rosa. Todas ações eram e são até hoje direcionadas a conscientização da prevenção pelo diagnóstico precoce. Para sensibilizar a população inicialmente as cidades se enfeitavam com os laços rosas, principalmente nos locais públicos, depois surgiram outras ações como corridas, desfile de modas com sobreviventes (de câncer de mama), partidas de boliche e etc. (www.pink-october.org).
A ação de iluminar de rosa monumentos, prédios públicos, pontes, teatros e etc. surgiu posteriormente, e não há uma informação oficial, de como, quando e onde foi efetuada a primeira iluminação. O importante é que foi uma forma prática para que o Outubro Rosa tivesse uma expansão cada vez mais abrangente para a população e que, principalmente, pudesse ser replicada em qualquer lugar, bastando apenas adequar a iluminação já existente.
A popularidade do Outubro Rosa alcançou o mundo de forma bonita, elegante e feminina, motivando e unindo diversos povos em em torno de tão nobre causa. Isso faz que a iluminação em rosa assuma importante papel, pois tornou-se uma leitura visual, compreendida em qualquer lugar no mundo.
A primeira iniciativa vista no Brasil em relação ao Outubro Rosa, foi a iluminação em rosa do monumento Mausoléu do Soldado Constitucionalista (mais conhecido como o Obelisco do Ibirapuera), situado em São Paulo-SP. No dia 02 de outubro de 2002 quando foi comemorado os 70 Anos do Encerramento da Revolução, o monumento ficou iluminado de rosa "num período efêmero" como relembra o secretário da Sociedade Veteranos de 32 - MMDC, o Coronel PM (reformado) Mário Fonseca Ventura.
Essa iniciativa foi de um grupo de mulheres simpatizantes com a causa do câncer de mama, que com o apoio de uma conceituada empresa européia de cosméticos iluminaram de rosa o Obelisco do Ibirapuera em alusão ao Outubro Rosa
Em maio de 2008, o Instituto Neo Mama de Prevenção e Combate ao Câncer de Mama sediado em Santos-SP, em preparação para o Outubro Rosa, iluminou de rosa a Fortaleza da Barra em homenagem ao Dia das Mães e pelo Dia Estadual (São Paulo) de Prevenção ao Câncer de Mama comemorado todo terceiro domingo do mês de maio. Mas o principal objetivo era alertar para a causa do câncer de mama e incentivar as mulheres da região da Baixada Santista a participarem do mutirão de mamografias realizado pelo Governo do Estado de São Paulo. No estado de São Paulo todo ano são realizados 2(dois) mutirões de mamografia sendo, um em maio e o outro em novembro.
As várias reportagens de tv e jornal, com a repercussão da Fortaleza da Barra iluminada de rosa em maio de 2008, foram apresentadas no mesmo mês no "Course for the Cure" realizado pela ong americana Susan G. Komen, no Hospital Israelita Albert Einstein em São Paulo-SP.
LUZ DE ALERTA - A Fortaleza da Barra ganhou ontem uma iluminação de cor rosa, colocada pelo Instituto Neo Mama. O objetivo foi chamar a atenção da sociedade para o Dia Estadual de Prevenção ao Câncer de Mama (no próximo domingo) e homenagear as mãe Em outubro de 2008, diversas entidades relacionadas ao câncer de mama iluminaram de rosa monumentos e prédios em suas respectivas cidades. Aos poucos o Brasil foi ficando iluminado em rosa em São Paulo-SP, Santos-SP, Rio de Janeiro-RJ, Porto Alegre-RS, Brasília-DF, Salvador-BA, Teresina-PI, Poços de Caldas-MG e outras cidades.
O Brasil é mundialmente conhecido pelo seu maior símbolo, a estatua do Cristo Redentor no Rio de Janeiro-RJ. E pela primeira vez, o Cristo Redentor ficou iluminado de rosa no Outubro Rosa.
Em maio de 2009, o Instituto Neo Mama de Prevenção e Combate ao Câncer de Mama, novamente iluminou de rosa a Fortaleza da Barra em homenagem ao Dia das Mães e pelo Dia Estadual (São Paulo) de Prevenção ao Câncer de Mama comemorado todo terceiro domingo do mês de maio. Mas o principal objetivo era alertar para a causa do câncer de mama e incentivar as mulheres da região da Baixada Santista a participarem do mutirão de mamografias realizado pelo Governo do Estado de São Paulo. Em outubro de 2009, se multiplicam as ações relativas ao Outubro Rosa em todas as partes do Brasil. Novamente as entidades relacionadas ao câncer de mama e empresas se unem para expandir a campanha.
Com uma visão estratégica o Instituto Neo Mama vai iluminar 2 (dois) locais em Santos-SP, a Fortaleza da Barra e Pinacoteca Benedicto Calixto do dia 23/10/2009 até o dia 02/11/2009. Esse período é em função de ficar próximo do Mutirão de Mamografias que será realizado pelo Governo do Estado de São Paulo no dia 14/11/2009. Como os locais iluminados ficam em frente à praia, os mesmos poderão ser vistos pelos turistas dos navios de cruzeiros e os do feriado prolongado de Finados onde aumenta o número de turistas
OUTUBRO ROSA EM VITÓRIA:
TORRES DE JESUS DE NAZARETH; HOSPITAL SANTA RITA e o CONVENTO DA PENHA


O movimento popular internacionalmente conhecido como Outubro Rosa é comemorado em todo o mundo. O nome remete à cor do laço rosa que simboliza, mundialmente, a luta contra o câncer de mama e estimula a participação da população, empresas e entidades. Este movimento começou nos Estados Unidos, onde vários Estados tinham ações isoladas referente ao câncer de mama e ou mamografia no mês de outubro, posteriormente com a aprovação do Congresso Americano o mês de Outubro se tornou o mês nacional (americano) de prevenção do câncer de mama.
A história do Outubro Rosa remonta à última década do século 20, quando o laço cor-de-rosa, foi lançado pela Fundação Susan G. Komen for the Cure e distribuído aos participantes da primeira Corrida pela Cura, realizada em Nova York, em 1990 e, desde então, promovida anualmente na cidade (www.komen.org).
Em 1997, entidades das cidades de Yuba e Lodi nos Estados Unidos, começaram efetivamente a comemorar e fomentar ações voltadas a prevenção do câncer de mama, denominando como Outubro Rosa. Todas ações eram e são até hoje direcionadas a conscientização da prevenção pelo diagnóstico precoce. Para sensibilizar a população inicialmente as cidades se enfeitavam com os laços rosas, principalmente nos locais públicos, depois surgiram outras ações como corridas, desfile de modas com sobreviventes (de câncer de mama), partidas de boliche e etc. (www.pink-october.org).
A ação de iluminar de rosa monumentos, prédios públicos, pontes, teatros e etc. surgiu posteriormente, e não há uma informação oficial, de como, quando e onde foi efetuada a primeira iluminação. O importante é que foi uma forma prática para que o Outubro Rosa tivesse uma expansão cada vez mais abrangente para a população e que, principalmente, pudesse ser replicada em qualquer lugar, bastando apenas adequar a iluminação já existente.
A popularidade do Outubro Rosa alcançou o mundo de forma bonita, elegante e feminina, motivando e unindo diversos povos em em torno de tão nobre causa. Isso faz que a iluminação em rosa assuma importante papel, pois tornou-se uma leitura visual, compreendida em qualquer lugar no mundo.
A primeira iniciativa vista no Brasil em relação ao Outubro Rosa, foi a iluminação em rosa do monumento Mausoléu do Soldado Constitucionalista (mais conhecido como o Obelisco do Ibirapuera), situado em São Paulo-SP. No dia 02 de outubro de 2002 quando foi comemorado os 70 Anos do Encerramento da Revolução, o monumento ficou iluminado de rosa "num período efêmero" como relembra o secretário da Sociedade Veteranos de 32 - MMDC, o Coronel PM (reformado) Mário Fonseca Ventura.
Essa iniciativa foi de um grupo de mulheres simpatizantes com a causa do câncer de mama, que com o apoio de uma conceituada empresa européia de cosméticos iluminaram de rosa o Obelisco do Ibirapuera em alusão ao Outubro Rosa
Em maio de 2008, o Instituto Neo Mama de Prevenção e Combate ao Câncer de Mama sediado em Santos-SP, em preparação para o Outubro Rosa, iluminou de rosa a Fortaleza da Barra em homenagem ao Dia das Mães e pelo Dia Estadual (São Paulo) de Prevenção ao Câncer de Mama comemorado todo terceiro domingo do mês de maio. Mas o principal objetivo era alertar para a causa do câncer de mama e incentivar as mulheres da região da Baixada Santista a participarem do mutirão de mamografias realizado pelo Governo do Estado de São Paulo. No estado de São Paulo todo ano são realizados 2(dois) mutirões de mamografia sendo, um em maio e o outro em novembro.
As várias reportagens de tv e jornal, com a repercussão da Fortaleza da Barra iluminada de rosa em maio de 2008, foram apresentadas no mesmo mês no "Course for the Cure" realizado pela ong americana Susan G. Komen, no Hospital Israelita Albert Einstein em São Paulo-SP.
LUZ DE ALERTA - A Fortaleza da Barra ganhou ontem uma iluminação de cor rosa, colocada pelo Instituto Neo Mama. O objetivo foi chamar a atenção da sociedade para o Dia Estadual de Prevenção ao Câncer de Mama (no próximo domingo) e homenagear as mãe Em outubro de 2008, diversas entidades relacionadas ao câncer de mama iluminaram de rosa monumentos e prédios em suas respectivas cidades. Aos poucos o Brasil foi ficando iluminado em rosa em São Paulo-SP, Santos-SP, Rio de Janeiro-RJ, Porto Alegre-RS, Brasília-DF, Salvador-BA, Teresina-PI, Poços de Caldas-MG e outras cidades.
O Brasil é mundialmente conhecido pelo seu maior símbolo, a estatua do Cristo Redentor no Rio de Janeiro-RJ. E pela primeira vez, o Cristo Redentor ficou iluminado de rosa no Outubro Rosa.
Em maio de 2009, o Instituto Neo Mama de Prevenção e Combate ao Câncer de Mama, novamente iluminou de rosa a Fortaleza da Barra em homenagem ao Dia das Mães e pelo Dia Estadual (São Paulo) de Prevenção ao Câncer de Mama comemorado todo terceiro domingo do mês de maio. Mas o principal objetivo era alertar para a causa do câncer de mama e incentivar as mulheres da região da Baixada Santista a participarem do mutirão de mamografias realizado pelo Governo do Estado de São Paulo. Em outubro de 2009, se multiplicam as ações relativas ao Outubro Rosa em todas as partes do Brasil. Novamente as entidades relacionadas ao câncer de mama e empresas se unem para expandir a campanha.
Com uma visão estratégica o Instituto Neo Mama vai iluminar 2 (dois) locais em Santos-SP, a Fortaleza da Barra e Pinacoteca Benedicto Calixto do dia 23/10/2009 até o dia 02/11/2009. Esse período é em função de ficar próximo do Mutirão de Mamografias que será realizado pelo Governo do Estado de São Paulo no dia 14/11/2009. Como os locais iluminados ficam em frente à praia, os mesmos poderão ser vistos pelos turistas dos navios de cruzeiros e os do feriado prolongado de Finados onde aumenta o número de turistas
OUTUBRO ROSA EM VITÓRIA:
TORRES DE JESUS DE NAZARETH; HOSPITAL SANTA RITA e o CONVENTO DA PENHA


quinta-feira, 23 de junho de 2011
CARTA DE UM MÉDICO DO PSF À PRESIDENTA
“Uma carta sempre pode falhar ao seu destino”
(Jacques Derrida)
“Mas mesmo assim precisa ser escrita”
(eu mesmo)
Presidenta, queria lhe agradecer a carta que você me enviou escrita em chinês. Fico muito agradecido de a senhora ter lido e, mais ainda, retribuído tantas gentilezas em língua oriental. Entendi perfeitamente quando me advertiu que me escreveria na “língua do futuro”, a qual já me empenhei em aprender, 非常感謝.
O que preciso lhe revelar hoje é um sentimento que tem pouco a ver com a dinastia Ming. É o sentimento irrefutável e onipresente que habita os corações dos profissionais da atenção primária: a impotência.
Visitei três senhoras nesta semana que me deixaram olhando pro chão. Muito diferente das 3 viúvas de Pablo Neruda, das longíquas montanhas chilenas, que serviam banquetes à francesa para os andarilhos mais arriscados. No meu caso, fui recebido também com muita dignidade, mas desci as florestas de pedra do morro faminto de alegria…
D. Conceição vem perdendo progressivamente ambas as visões, foi diagnosticada catarata por um médico em Bangu e, desde dezembro, ela tenta um encaminhamento para o oftalmolgista através do seu posto de referência. Mora próximo a um lixão com a neta adolescente e já parou de frequentar a igreja, pois não consegue mais andar só. É diabética dependente de insulina, e a neta às vezes se esquece de aplicar as doses. Sua médica do posto, na última consulta lhe aconselhou ser mais “dura” com a recepcionista no intuito de conseguir mais rapidamente a vaga da doutora da vista.
Já D. Maria vive com duas filhas, a biológica está tentando aos poucos se estruturar após meses de internação num hospital psiquiátrico, a outra, adotada quando adolescente, sofre de retardo mental e depende integralmente da mãe. D. Maria parou de faxinar para cuidar das duas. recebe uns trocados do ex-marido que se aposentou com um salário mínimo. D. Maria está obesa, pressão nas alturas, uma aparência de ter ultrapassado há muitas noites o seu limite. Me revela que não lhe sobra dinheiro para comprar o medicamento das filhas, isso há 3 semanas.
D. Rosa, após fraturas múltiplas por várias quedas e 50 anos de experiência em lavar roupas para a família de um doutor no Leblon, é impedida pelos filhos de cozinhar e de pegar na vassoura, eles temem uma nova queda. Ela precisa se contentar com a única tarefa que lhe liberaram: passar roupas em cima da cama. É de Alagoas, morava perto do mar, e agora habita um porão de pedras, o ar é sufocante e úmido. Não sai dali nem para ver a rua, “tenho medo de cair”. Realmente, no percurso de sua porta para rua, até eu ia caindo quando saí. Sua neta de 12 anos acompanha atentamente a consulta e me promete que vai lhe ajudar no manejo dos medicamentos, que estavam sendo administrados em outros fuso horários.
Presidenta, quando me distanciei rumo ao posto de saúde, hiperdia, captopril, estetoscópio, carimbo, caneta, palavras, recomendações, medicina, ciência, SUS, todos os programas, normas e planejamentos se esfarelavam pelas minhas mãos e escorriam morro abaixo numa correnteza de desilusão. Sinceramente, se na enxurrada me levassem todas essas palavras, eu me voaria para outros parágrafos, outras páginas, mergulharia em livros e iria me esconder por entre os terabytes da internet, me poria a pregar poesias islandesas do século XVIII e, após a tontura dos insaciáveis, repousaria inerte no colo de uma placa mãe.
Tudo, presidenta, faria de tudo naquele momento para não voltar à condição de me sentir um joão-bobo inflável de riso ridículo. Desculpe a ironia, presidenta, mas quando ouço que a senhora está inaugurando mais uma Clínica da Família, meu coração se desacelera num compasso murcho. A senhora não sabe o que significa um prato de SISREG vazio, uma farmácia “Tem mas tá faltando”, uma dança sem par intersetorial.
Me responda, por favor: Por que não fortalecer a base antes de construir o prédio? Melhorar a relação entre atenção primária e secundária, implantar e fortalecer o NASF, assegurar financiamento adequado para laboratórios e farmácias, ops!, me enganei, essas perguntas devem ser feitas à OS…
Preciso dizer à senhora que eu não quero carregar o mundo nas costas e que até o super-homem morreu tetraplégico. Enquanto D. Conceição não operar a visão, D. Maria não conseguir remédios para as filhas e D. Rosa não sair do porão, o mundo precisa ficar no chão de castigo, e ai se pular nas costas de alguém. Até porque operar visão, conseguir remédio e sair do porão, até podem rimar, mas não são solução.
Com estima,
不來的超人
Dr. Luiz
(Jacques Derrida)
“Mas mesmo assim precisa ser escrita”
(eu mesmo)
Presidenta, queria lhe agradecer a carta que você me enviou escrita em chinês. Fico muito agradecido de a senhora ter lido e, mais ainda, retribuído tantas gentilezas em língua oriental. Entendi perfeitamente quando me advertiu que me escreveria na “língua do futuro”, a qual já me empenhei em aprender, 非常感謝.
O que preciso lhe revelar hoje é um sentimento que tem pouco a ver com a dinastia Ming. É o sentimento irrefutável e onipresente que habita os corações dos profissionais da atenção primária: a impotência.
Visitei três senhoras nesta semana que me deixaram olhando pro chão. Muito diferente das 3 viúvas de Pablo Neruda, das longíquas montanhas chilenas, que serviam banquetes à francesa para os andarilhos mais arriscados. No meu caso, fui recebido também com muita dignidade, mas desci as florestas de pedra do morro faminto de alegria…
D. Conceição vem perdendo progressivamente ambas as visões, foi diagnosticada catarata por um médico em Bangu e, desde dezembro, ela tenta um encaminhamento para o oftalmolgista através do seu posto de referência. Mora próximo a um lixão com a neta adolescente e já parou de frequentar a igreja, pois não consegue mais andar só. É diabética dependente de insulina, e a neta às vezes se esquece de aplicar as doses. Sua médica do posto, na última consulta lhe aconselhou ser mais “dura” com a recepcionista no intuito de conseguir mais rapidamente a vaga da doutora da vista.
Já D. Maria vive com duas filhas, a biológica está tentando aos poucos se estruturar após meses de internação num hospital psiquiátrico, a outra, adotada quando adolescente, sofre de retardo mental e depende integralmente da mãe. D. Maria parou de faxinar para cuidar das duas. recebe uns trocados do ex-marido que se aposentou com um salário mínimo. D. Maria está obesa, pressão nas alturas, uma aparência de ter ultrapassado há muitas noites o seu limite. Me revela que não lhe sobra dinheiro para comprar o medicamento das filhas, isso há 3 semanas.
D. Rosa, após fraturas múltiplas por várias quedas e 50 anos de experiência em lavar roupas para a família de um doutor no Leblon, é impedida pelos filhos de cozinhar e de pegar na vassoura, eles temem uma nova queda. Ela precisa se contentar com a única tarefa que lhe liberaram: passar roupas em cima da cama. É de Alagoas, morava perto do mar, e agora habita um porão de pedras, o ar é sufocante e úmido. Não sai dali nem para ver a rua, “tenho medo de cair”. Realmente, no percurso de sua porta para rua, até eu ia caindo quando saí. Sua neta de 12 anos acompanha atentamente a consulta e me promete que vai lhe ajudar no manejo dos medicamentos, que estavam sendo administrados em outros fuso horários.
Presidenta, quando me distanciei rumo ao posto de saúde, hiperdia, captopril, estetoscópio, carimbo, caneta, palavras, recomendações, medicina, ciência, SUS, todos os programas, normas e planejamentos se esfarelavam pelas minhas mãos e escorriam morro abaixo numa correnteza de desilusão. Sinceramente, se na enxurrada me levassem todas essas palavras, eu me voaria para outros parágrafos, outras páginas, mergulharia em livros e iria me esconder por entre os terabytes da internet, me poria a pregar poesias islandesas do século XVIII e, após a tontura dos insaciáveis, repousaria inerte no colo de uma placa mãe.
Tudo, presidenta, faria de tudo naquele momento para não voltar à condição de me sentir um joão-bobo inflável de riso ridículo. Desculpe a ironia, presidenta, mas quando ouço que a senhora está inaugurando mais uma Clínica da Família, meu coração se desacelera num compasso murcho. A senhora não sabe o que significa um prato de SISREG vazio, uma farmácia “Tem mas tá faltando”, uma dança sem par intersetorial.
Me responda, por favor: Por que não fortalecer a base antes de construir o prédio? Melhorar a relação entre atenção primária e secundária, implantar e fortalecer o NASF, assegurar financiamento adequado para laboratórios e farmácias, ops!, me enganei, essas perguntas devem ser feitas à OS…
Preciso dizer à senhora que eu não quero carregar o mundo nas costas e que até o super-homem morreu tetraplégico. Enquanto D. Conceição não operar a visão, D. Maria não conseguir remédios para as filhas e D. Rosa não sair do porão, o mundo precisa ficar no chão de castigo, e ai se pular nas costas de alguém. Até porque operar visão, conseguir remédio e sair do porão, até podem rimar, mas não são solução.
Com estima,
不來的超人
Dr. Luiz
ATENÇÃO PRIMÁRIA EM VIANA -UMA NOVA MANEIRA DE TRABALHAR - O CIDADÃO VIANENSE COMO NOSSO MAIOR OBJETIVO
Esta foi a primeira reunião na SEMSA (saúde) de Viana /ES com oc enfermeiros para começar a trabalhar com novas ações e mecanismos de Atenção Primária e como primeira abordagem faremos uma atualização e re mapeamento do município descobrindo e planejando os nós críticos para intervir nos locais onde necessita maior urgência.
Se Deus quiser faremos de Viana uma cidade exemplo não só no Espírito Santo mas referência nacional.
Os desafios são enormes mas a vontade de superar é mil vezes maior; conhecimentos para tal penso que temos bastante e se o mesmo for pouco; terems humildade suficiente para estudarmos e procurar quem possa nos ajudar.
Precisamos somente da força de Deus; compreensão dos governantes e boa vontade dos funcionários o restante Deus proverá.
Uma cidade simples linda de povo acolhedor e humilde.
Obrigada Senhor! por ter me conduzido até lá e me ajude a superar os desafios.
sábado, 7 de maio de 2011
OBRIGADA SENHOR!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
SOU FELIZ TODOS OS DIAS PORQUE ME AMO E PRINCIPALMENTE AMO VOCÊS MAIS DO QUE A MIM MESMA.
MEUS SEIS FILHOS:
Mariah- minha mãe; Cássio- meu filho; Sara- minha filha; Larissa- minha filha; Suelen- minha nora; Carlos Augusto- meu neto








"Eu existo porque eles existem; eles me obrigam a ser melhor a cada dia; eles me forçam a refletir para errar menos; eles me dizem que precisam do meu colo; do meu ombro e principalmente do meu olhar firme e encorajador ao dizer :"Entregue tudo a Deus e NÃO TEMAS (está escrito 365 vezes na Bíblia) -ELE proverá"
SOU FELIZ TODOS OS DIAS PORQUE ME AMO E PRINCIPALMENTE AMO VOCÊS MAIS DO QUE A MIM MESMA.
MEUS SEIS FILHOS:
Mariah- minha mãe; Cássio- meu filho; Sara- minha filha; Larissa- minha filha; Suelen- minha nora; Carlos Augusto- meu neto





"Eu existo porque eles existem; eles me obrigam a ser melhor a cada dia; eles me forçam a refletir para errar menos; eles me dizem que precisam do meu colo; do meu ombro e principalmente do meu olhar firme e encorajador ao dizer :"Entregue tudo a Deus e NÃO TEMAS (está escrito 365 vezes na Bíblia) -ELE proverá"
segunda-feira, 4 de abril de 2011
COMPRO CUIDADO E CARINHO
domingo, 3 de abril de 2011
CONTROL JOURNAL

Você já ouviu falar?
Control Journal nada mais é do que um lugar onde você anota todas as coisas de que precisa juntas. Pode ser um caderno, fichário ou caderneta. O que importa é que tudo esteja anotado e guardado juntinho. Quando você precisar, não tem que correr feito doida procurando. Já postei o meu notebook/Control Journal aqui.
O C. J. não é estático, ou seja, a gente pode acrescentar ou retirar anotações a qualquer momento, desde que elas estejam atendendo as nossas necessidades. Constantemente eu faço modificações no meu CJ. Não é nada fixo. Cada uma faz o seu de acordo com seu gosto, possibilidades e desejos.
Não deixe seu CJ guardado em uma gaveta ou no fundo do armário, mas coloque o à vista para que você sempre esteja atualizando-o. Tenho o hábito de deixá-lo no meu criado mudo e antes de deitar dou uma olhada e anoto o que fiz neste dia (missões) e vejo o que tenho que fazer no outro dia.
(Retirei de um blog sobre organização; infelizmente não me lembro o nome mas se for o seu por favor me contacte para que eu lhe dê os devidos créditos)
Assinar:
Postagens (Atom)